Acabamos de sair do dia das crianças e já começam as campanhas de Natal. Lembrei de um post antigo, que fiz aqui a respeito do consumismo no Natal.
Muito mudou na internet, principalmente nas mídias socias desde que comecei com o bloguinho das meninas. Conheci mães maravilhosas como Ana Cláudia Bessa e reencontrei minha amiga de maternal Renata Matteoni. E graças a elas conheci importantes movimentos que seguem a minha mesma linha de pensamento em relação ao consumismo infantil, incluindo uma página no Facebook com esse tema para discussão.
Esse grupo fez um levantamento às vésperas do dia das crianças, e em 10hs de programação em canais infantis, foram mais de 1000 inserções de cerca de 400 produtos! Uma verdadeira enxurrada e diria que até os pais mais consumistas e que fazem questão de comprar tudo que os filhos pedem seriam incapazes de satisfazê-los e portanto gerando frustração.
Eu confesso que por mim, minhas filhas jamais saberiam que era dia das crianças, mas infelizmente elas descobriram na escola, que fez a semana das crianças, com atividades especiais em cada dia. Achei até interessante a abordagem, e perguntei a elas que passeio diferente elas gostariam de fazer no dia 12 para comemorarmos o dia delas. Teríamos feito isso se Camila não tivesse ficado com um febrão de 39graus. Mas fomos ao teatrinho no outro dia, pra compensar.
Lembro que no primeiro dia das crianças a avó paterna comprou um Elmo que dava cambalhota no dia 12 por quase R$ 300. No dia seguinte o mesmo Elmo custava R$ 200. Isso me choca até hoje.
E de novo, vem chegando o Natal, volto a lembrar do da minha infância, da cartinha que eu escrevia e enviava, pedindo um único presente. Da espera ansiosa pelo momento que o Papai Noel deixaria o presente na árvore, e que não precisava de mais nada, aquilo era a mágico!
Hoje vejo crianças fazendo listas enormes do que querem de Natal, e não sei se pior, pais atendendo cada pedido da lista. Eu definitivamente não quero isso pras minhas filhas. Sinto que estou indo na contra-mão , mas só em saber que existem mães que nem eu, isso me dá forças pra continuar tentando.
Natal é um momento de estar junto, de se aproximar de quem está distante, de fazer as pazes, de reiniciar , de perdoar.. Momento de se querer bem.. E não importa se a pessoa passa a noite de Natal de chinelo ou de terno.. não é isso que faz o caráter de uma pessoa. Tenho receio de pessoas que fazem as coisas pra agradar e não de coração, que dão valor a futilidades, a quantidade de presentes.. Enfim.. não é esse Natal que quero pra minhas filhas.
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